GRANDES VINHOS: Chateau Léoville-Las Cases 1982 e La Rioja Alta Gran Reserva 890 1995

Primeira degustação do ano, com um magnífico painel: Chateau Léoville-Las Cases 1982, La Rioja Alta Gran Reserva 890 1995, Chateau Cos d'Estournel 2002, Pio Cesare Barbaresco 1992...

Mas de Cadenet Vin Cuit de Provence: UM VINHO COZIDO!

A vinícola Mas de Cadenet fica localizada na Provence, com suas vinhas em terrenos secos e pedregosos ao sul do maciço de Sainte-Victoire, região com grande amplitude térmica e bastante vento, que protege...

GRANDES VINHOS: Chateau Cos d'Estournel 2002 e Pio Cesare Barbaresco 1992

Dando continuidade ao post da semana passada, comento hoje sobre outros dois vinhos incríveis: Chateau Cos d'Estournel 2002 e Pio Cesare Barbaresco 1992...

ESVAZIANDO A ADEGA: CABERNET SAUVIGNONS 2002

Realizada no último sábado, dia 11 de fevereiro, no restaurante Extravirgem, a primeira degustação “Esvaziando a Adega” de 2012! Os vinhos foram generosamente cedidos...

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2003

Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas...

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24 de set. de 2012

Pintxos e Vinhos Inéditos de Rioja Alavesa!

Que tal provar um menu elaborado por quatro renomados chefs Bascos, ou ainda harmonizar pintxos, os tradicionais petiscos da região, com os clássicos vinhos de Rioja Alavesa, sem sair de São Paulo? Pois é esta a proposta enogastronômica do Hotel Meliá Jardim Europa para esta semana!

De 24 a 28 de setembro, Daniel Garcia (Zortziko) e Jose Miguel Olazabalaga (Andra Mari), ambos uma estrela no Guia Michelin, junto com Ricardo Perez (Yandiola) e Beñat Ormaetxea (Jauregibarria) apresentam a tradicional e inventiva culinária de Bilbao, capital da província de Bizkaia, para o público paulista.


Durante a semana, no bar do hotel, serão servidos os pintxos com os seguintes vinhos em taça: Luis Cañas Blanco Joven 2010, Luis Cañas Tinto de Año 2010 e Altos de Rioja Tempranillo 2008. E na noite do dia 25, o restaurante Aromatique é palco de um singular jantar preparado pelos chefs convidados.

A seguir, os pintxos harmonizados com nove vinhos de Rioja Alavesa, apresentados na tarde do dia 20 pelo sommelier e enólogo Mikel Garaizabal, responsável pelas harmonizações do evento.

Lar de Paula Blanco Fermentado en Barrica 2011 com Piruleta de foie

Lar de Paula Crianza 2008 com Taco de atum marinado com espuma de wassabi, yuzu e ovas de peixe voador.

Lar de Paula Reserva Especial 2005 com Espeto de lagostim com txakoli


 Castillo Labastida Crianza 2009 com Bombom de steak tartare

Castillo Labastida Reserva 2008 com Txangurro de mexilhão

Manuel Quintano 2005 com Vieira assada, gergelim e caldo de ibéricos

Baigorri Crianza 2008 com Falso risoto de polvo e batata com “ali oli” de mexilhão

Baigorri Reserva 2006 com Tamboril ao alho, pimenta e tomate

Baigorri de Garage 2007 com Canelone de galinha caipira com creme de alho poro e mousse de milho doce

Copa de frutas ao curry

Torrija com caramelos cítricos

Café com leite jauregibarria



Wine Bar & Pintxos:
1 taça de vinho + 2 tapas = R$25,00 + 10% de serviço
2 taças de vinho + 6 tapas = R$59,00 + 10% de serviço

Jantar 25/09
R$195,00 + 10% de serviço (sem harmonização de vinhos)
R$250,00 + 10% de serviço (com harmonização de vinhos)

Informações: 
Meliá Jardim Europa - Rua João Cahoeira, 107 -  Itaim - Tel.: (11) 3702-9600

3 de ago. de 2012

Sicília Wine Odyssey – Vinhos Surpreendentes



Considerada uma das áreas vinícolas mais antigas da Europa, a Sicília ainda oferece algumas surpresas formidáveis! Em recente degustação realizada no Hotel Unique, pude conferir uma amostra dos excelentes vinhos que estão sendo produzidos por lá.

Confira alguns destaques do evento:

Brancos:

Geraci - Tarucco Colonna IGT 2010: Amarelo palha com reflexos esverdeados. Aromático, fresco, com notas de flores brancas e leve cítrico. Boa estrutura, mineral, e ótima persistência.


Abraxas - Kuddia del Gallo IGT 2010: Corte de 70% Zibibbo e 20% Viogner. Visual amarelo palha. Nariz intenso, floral, com uma deliciosa nota mineral e muito frescor. Boca confirma o nariz, revelando ótima mineralidade e média/longa persistência.


Benanti - Pietramarina Etna Bianco DOC Superiore 2008: 100% Carricante. Produzido a partir de vinhas de 80 anos de idade plantadas a 950 metros de altitude no vulcão. Visual amarelo palha. Aromas de frutas cítricas (limão e tangerina), delicadas notas florais e marcante nota mineral. Na boca exibiu ótima estrutura, cativante acidez, com um toque salino delicioso. Um branco de guarda, que com tempo, segundo o produtor, desenvolve aromas de terpenos e algumas características dos rieslings trocken Alemães. Sem dúvida uma das grandes revelações do evento!


Tintos:

 Em destaque, da esquerda para a direita: Respensa Nero d'Avola DOC Eloro Riserva 2007 (rótulo azul), Rosso del Conte Contea Di Sclafani DOC 2007 e Due Lune IGT Sicilia.


Baglio dei Fenicotteri - Respensa Nero d'Avola DOC Eloro Riserva 2007: 100% Nero d'Avola com certificação orgânica. Vermelho rubi intenso. Aromas complexos de frutas vermelhas, especiarias, café, alcaçuz e chocolate. Na boca é elegante, envolvente, taninos macios, ótima acidez e longa persistência. Um vinho singular, fantástico! Outra grata surpresa do evento. 

Tasca D’Almerita - Rosso del Conte Contea Di Sclafani DOC 2007: Vermelho rubi. Nariz expressivo de frutas vermelhas maduras, especiarias, anis e leve nota terrosa. Na boca é complexo, exibindo ótima acidez, taninos firmes, corpo médio e longa persistência.  

Cellaro - Due Lune IGT Sicilia: As uvas são semi-passificadas. O nome "Due Lune" se justifica porque a Nero d'Avola é colhida em primeiro lugar, aguardando um ciclo lunar para se colher a Nerello Mascalese. Visual vermelho rubi intenso. Aromas vivos, ostentando notas de geléia de frutas vermelhas, especiarias, couro e leve tostado. Excelente estrutura na boca, taninos redondos, encorpado e longa persistência.


Passito di Pantelleria:

Abraxas - Scirafi Passito di Pantelleria DOC: 100% Zibibbo (Moscato di Alessandria). Visual âmbar brilhante. Nariz sublime, com notas de damasco seco, mel, casca de laranja cristalizada e leve amendoado. Na boca é ao mesmo tempo fresco, doce e untuoso, sustentando todas as suas qualidades aromáticas e terminando com fenomenal persistência.

30 de mai. de 2012

Degustação no Zeffiro Restaurante e Rotisseria


Em mais uma reunião com os confrades André e Jeriel, desta vez no inédito Zeffiro Restaurante e Rotisseria (Rua Frei Caneca, 669 - São Paulo), degustamos três vinhos em uma despretensiosa proposta de identificar os que melhor combinavam com os pratos pedidos.

O Zeffiro: O restaurante funciona em um pitoresco casarão do final do século XIX e seu nome é uma homenagem ao avô da proprietária, que morou no local com sua família. Com um serviço atencioso e eficiente e um ambiente agradável, combinando amplo salão com simpática decoração de inspiração Toscana, o restaurante apresenta um cardápio com diversas opções de entradas, saladas, massas e carnes, que podem ser conferidas integralmente em seu site (http://www.zeffiro.com.br), inclusive com seus respectivos preços. Vale ressaltar também que o Zeffiro tem estrutura para atender a confrarias, basta ligar e agendar.

Os Pratos e os Vinhos:

As Bruschette: A clássica de tomate, e outra de abobrinha, berinjela e cenoura, coroada com lascas de parmesão. As duas estavam ótimas, crocantes e muito saborosas. O vinho escolhido para acompanhá-las foi o branco italiano A-Mano Fiano-Greco (Ravin), aromático e com boa estrutura, saiu-se melhor com a bruschetta de abobrinha, berinjela, cenoura e parmesão.


Os três pratos seguintes foram escoltados por dois tintos: o argentino Cinco Tierras Sorbus Malbec e o italiano Le Potazzine Rosso di Montalcino, ambos da MS Import.

  
Pernil de Porco com Batatas Sauté: A carne estava macia e suculenta e o molho com os ingredientes bem integrados. O eleito para este prato foi o Rosso di Montalcino. A delicadeza da carne casou perfeitamente com a elegância do vinho. 


Tortelli di Zucca: Seu delicioso recheio consistia em interessante combinação de abóbora e mostarda de marmelo. Aqui também não restaram dúvidas, o contraste entre o doce dos ingredientes e a acidez e elegância do Rosso combinaram plenamente.


Baby Beef: Acompanhada de arroz cremoso, a carne estava grelhada no ponto certo, macia e muito saborosa. Aqui cabe uma menção ao Cinco Tierras Sorbus Malbec, agregando características em comum com o prato, destacou-se com uma nota tostada e bom corpo. Porém o Le Potazzine Rosso di Montalcino saiu-se superior, sua admirável estrutura e seus taninos macios deram a sustentação necessária para melhor harmonização com o prato.


A Sobremesa, Torta de Gianduia: Coberta por farinha de avelã, foi acompanhada por um Porto Graham’s que fez bem seu papel.


* Os vinhos, com exceção do Porto, foram levados pelo confrade Jeriel.

Provado e aprovado! Com atendimento prestativo, ambiente agradável e uma comida bem feita e saborosa, o Zeffiro tem tudo para se tornar um dos nossos pontos de encontro para futuras degustações! 

12 de abr. de 2012

Degustação de vinhos Portugueses: “Wine Day Qualimpor” 2ª Parte


Dando continuidade ao post anterior, comento hoje os destaques da Quinta dos Murças, Quinta do Crasto e os ótimos azeites.


Quinta dos Murças:



Quinta dos Murças Reserva: Nariz elegante e delicado, com aromas de frutas vermelhas e leve tostado. Boca equilibrada, boa acidez e taninos presentes, média/longa persistência.










Porto Tawny 10 anos: Complexo aroma de frutas secas, mel e leve baunilha. Intenso na boca, com boa persistência.











Quinta do Crasto:



Crasto Douro Branco: Bem aromático, notas florais e de frutas brancas. Fresco na boca, boa acidez e equilíbrio, e leve mineralidade.










Crasto Superior Tinto: Nariz vibrante, com notas de frutas maduras, baunilha e especiarias. Elegante na boca, com taninos macios, boa fruta e bem equilibrado.










Roquette & Cazes Tinto: Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Nariz complexo, com notas de frutas vermelhas maduras, especiarias, chocolate e leve balsâmico. Boca bem estruturada, taninos marcantes, encorpado, revelando frutas maduras e especiarias, terminando com formidável persistência. Vinho de guarda.








Xisto Roquette & Cazes Tinto: Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas. Aromas complexos de frutas negras, couro e especiarias. Na boca é magnífico, contando com ótima estrutura, taninos firmes, madeira muito bem integrada, e longa persistência. Sem dúvida um vinho com alto potencial de guarda!








Crasto Porto Vintage: Aromas intensos de frutas maduras e excelente frescor. Ótima estrutura, taninos presentes e longa persistência.










Os Azeites:

Gostei de todos, cada um com sua peculiaridade, porém alguns se destacaram:




 Azeite Esporão Seleção Virgem Extra: muito aromático, floral, e leve picante.











Azeite Crasto Premium Virgem Extra: frutado e picante, muito bom!









 Azeite Crasto Selection Virgem Extra: floral e frutado, mais delicado no paladar.

5 de abr. de 2012

Degustação de vinhos Portugueses: “Wine Day Qualimpor” 1ª Parte


Em evento promovido pela importadora Qualimpor, no dia 28 de março, foi oferecido aos presentes um formidável painel com vinhos e azeites das três propriedades representadas pela empresa: Herdade do Esporão, Quinta dos Murças e Quinta do Crasto.


 A seguir, alguns destaques da Herdade do Esporão que merecem ser provados:



Monte Velho Branco: Nariz jovem, com aromas cítricos e florais. Boca com ótima acidez, frutada e leve toque mineral.











Vinha da Defesa Branco: Intenso aroma de frutas tropicais. Boca elegante que confirma o nariz, acidez equilibrada e leve mineralidade, terminando com média/longa persistência.










Esporão Private Selection Branco: Corte de Semillon, Marsanne e Roussanne. Nariz elegante, com cativantes aromas florais e de frutas tropicais e uma madeira bem integrada. Na boca é complexo, tem boa acidez e revela longa persistência. Um vinho formidável, que ainda vai evoluir na garrafa!








Quatro Castas Tinto: Corte de Alicante Bouchet, Aragonês, Touriga Franca e Touriga Nacional. Nariz com aromas de frutas vermelhas, especiarias e leve tostado. Boca elegante, taninos presentes e ótima acidez.









Esporão Reserva Tinto: Corte de Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon. Aromas complexos de frutas vermelhas maduras, chocolate e couro. Encorpado, muita fruta concentrada, taninos firmes e média/longa persistência.









Esporão Garrafeira Tinto: Corte de Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah. Estágio de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses em garrafa. Nariz potente, com frutas negras maduras, notas balsâmicas e de especiarias. Boca complexa, encorpada, taninos presentes e extraordinária persistência. Excepcional tinto português!







Próximo post escrevo sobre os vinhos da Quinta dos Murças, Quinta do Crasto e os deliciosos azeites!

20 de jan. de 2012

Quinta de Covela Escolha Branco 2007 (E Seus Altos e Baixos)

(ERAM) Vinhos únicos, tintos, brancos e palhete, secos, de grande caráter, da região de Entre Douro e Minho, produzidos por (NÃO MAIS) Nuno Araújo e Rui Cunha em 19 dos 34 hectares da Quinta de Covela, com terroir específico, resultante da conjugação de solos arenosos graníticos pobres, ótima exposição a Sul, baixa altitude, castas utilizadas e microclima.

Os vinhos COVELA, os primeiros Regional Minho, diferenciam-se (DIFERENCIAVAM-SE) no panorama nacional e internacional pela sua qualidade e especificidade, atualmente (NÃO MAIS) em produção biodinâmica. O objetivo de Nuno Araújo é (ERA) “produzir vinhos que tenham uma correta expressão do terroir porque totalmente livres de químicos de síntese e assim também privilegiando a proteção do ambiente, dos trabalhadores da Quinta e dos consumidores”. Na Quinta sempre se praticou uma viticultura responsável, inicialmente em regime de Proteção Integrada, posteriormente convertida para Agricultura Biológica (certificada ECOCERT) e atualmente (NÃO MAIS) em conversão para Biodinâmica.

Em 1992 foi engarrafado o primeiro branco Regional Rios do Minho, com marca Campo Novo (alterada para Quinta de Covela em 1994) e em 1994, engarrafado o primeiro COVELA tinto. As castas tintas são Touriga Nacional, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot Noir, Touriga Franca; as castas brancas são Avesso, Chardonnay, Gewuerztraminer, Viognier.

Fonte: http://www.lusowine.com


Altos e Baixos:

Em meados de 2005, contando com o apoio de um banco, o proprietário da Quinta começou um projeto de construção de residências de alto padrão, em uma pequena porção da propriedade inapta ao cultivo, dedicadas ao enoturismo local. O problema foi que, no meio do caminho, em meados de 2008, Portugal e outras nações européias se viram diante de uma grave crise de dívida pública, levando vários países a entrarem em recessão. Resultado: as residências, avaliadas cada uma em 1,5 milhão de euros não foram vendidas. O banco credor não quis saber de acordo e a propriedade foi alvo de hasta pública.

Abandonada e sem produzir uma gota de vinho por praticamente dois anos, a Quinta volta à ativa sob o comando de um grupo de investidores, dentre eles um brasileiro, que prometem reerguer a propriedade e a colocar de volta em funcionamento. O antigo enólogo, Rui Cunha, foi recontratado e em breve devemos ter os vinhos da Quinta de Covela novamente no mercado.

O Vinho: Feito a partir das uvas Avesso, Chardonnay e Gewurztraminer. Cor amarelo palha com tons esverdeados. Amplo aroma de frutas tropicas, fresco, intenso e complexo. Na boca apresentava estrutura formidável, mineralidade e acidez bem equilibradas e grande persistência.

Um vinho branco Português fascinante!

26 de dez. de 2011

Lhéngua Mirandesa Branco 2008

Você sabia que Portugal tem uma segunda língua oficial? Chama-se Língua Mirandesa (Lhéngua Mirandesa) e é ela que batiza o vinho deste post, produzido pela Cooperativa Agrícola Ribadouro em Sendim.


A Lhéngua Mirandesa:

A Língua Mirandesa, ao contrário do que muitos pensam, não é uma mistura do Português com o Castelhano. Esta descende directamente do latim popular, tal como as anteriores, sendo um dos ramos do Leonês, mas por ter ficado isolada evoluiu de uma forma diferente.
O mirandês era inicialmente uma língua oral, principalmente falada no trato diário e no comércio local, por lavradores, boieiros e pastores. Marcada por uma grande rusticidade, esta língua é sobretudo uma língua do trabalho, do campo, do lar e do amor entre os Mirandeses.
Nos anos 80 foi criada, nas escolas do 2ºciclo do ensino básico, de Miranda do Douro e de Sendim, uma disciplina opcional de Língua Mirandesa, para incentivar a população a não deixar de falar o Mirandês, sobretudo as camadas mais jovens, de modo a que se abandonasse a ideia de que esta forma de comunicação era sinal de incultura.
Esta língua começou por ser um dialecto, que nos finais dos anos 90 foi elevada a segunda língua nacional de Portugal.
“Reconhecimento oficial dos direitos linguísticos da Comunidade Mirandesa”, Lei da Assembleia da República nº7/99 de 29 de Janeiro, Diário da República, I SérieA, nº24 de 29/01/1999, p. 544.
A partir da elevação do Mirandês a segunda língua nacional criou-se uma Convenção Ortográfica e publicaram-se várias obras em Mirandês incluindo um Dicionário Mirandês/Português, sendo a mais recente um dos livros da colecção Asterix. Colocaram-se pelo concelho de Miranda várias placas toponímicas em Mirandês. Igualmente dentro do Centro histórico da Cidade foram colocadas placas toponímicas em todas as ruas e monumentos quer históricos, religiosos e notáveis.

Fonte: http://mirandadodouro.jfreguesia.com



A seguir, imagem do contra-rótulo, com pequeno texto em Língua Mirandesa e sua tradução para o Português.


DOC Trás-os-Montes:


Segundo alguns investigadores, a cultura da vinha na região de Trás-os-Montes remonta ao tempo dos romanos.
Os solos, de feição planáltica, são formados predominantemente por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas e, numa pequena área, manchas calcárias, de gneisses e aluvião.
As condições edafo-climáticas da região favorecem a produção de vinhos de elevada qualidade, salientando-se os VQPRD provenientes de Chaves, do Planalto Mirandês e de Valpaços, cuja designação foi reconhecida por Decreto-Lei em Outubro de 1989.
Dada a importância que têm vindo a assumir os vinhos provenientes desta grande região vitivinícola, quer do ponto de vista tecnológico, quer a nível econômico, foi reconhecida em 9 de Novembro de 2006 a Denominação de Origem Trás-os-Montes, bem como as suas sub-regiões "Chaves", "Planalto Mirandês" e "Valpaços", alargando-se esta designação a uma maior variedade de vinhos e outros produtos do sector vitivinícola, designadamente a vinhos espumante e vinho licoroso, bem como a aguardentes bagaceira e de vinho ali produzidos.

O Vinho: Cor palha esverdeada, bem clara. Delicado aroma floral e de frutas brancas. Leve na boca, com boa acidez e mineralidade. É um vinho simples, porém bem feito, destinado para o dia-a-dia. Se não me engano, custa menos de 3 euros com o produtor.

7 de dez. de 2011

Knappstein Hand Picked Riesling Clare Valley 2007

Mais um branco Australiano, 100% Riesling da região de Clare Valley, famosa por produzir alguns dos melhores exemplares do país. De acordo com o site do produtor, os cachos são colhidos a mão e lentamente prensados e fermentados em baixas temperaturas, colaborando para preservar a pureza da fruta.



Na taça apresentou típica cor palha esverdeada. Nos aromas, frutas cítricas, notas florais, minerais e o inconfundível, polêmico e delicioso “petroláceo”, tudo muito bem integrado. Boca com acidez bem pronunciada, grande mineralidade, untuoso e de boa persistência. 

Ótimo vinho, custa por volta de R$ 70 reais e é um excelente representante da Riesling no Novo Mundo.

29 de nov. de 2011

THOMAS MITCHELL CHARDONNAY 2008

Chardonnay produzido pela vinícola Mitchelton, da região de Victória, localizada no sudeste Australiano.


Cor amarelo palha com tons esverdeados, aromas de frutas cítricas e tropicais e sutil toque de madeira. No princípio achei um pouco alcoólico(14%) no paladar, sensação que logo sumiu, deixando caminho livre para toques cítricos, florais, leve amanteigado e correta acidez.

 
Chardonnay do Novo Mundo bom e relativamente barato, por volta de R$ 40 reais na Wine Society.