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1 de dez. de 2011

Chateau de La Dauphine desta vez um 2004

Na semana passada falei sobre o Chateau de La Dauphine 2002 e hoje comento sobre o 2004. Os dois foram abertos exatamente um dia antes de seus respectivos posts e o curioso neste caso é a inevitável comparação das duas safras. Abaixo, novamente a avaliação do 2002 e já adianto que o 2004 estava muito superior!

Chateau de La Dauphine 2002: “De cor rubi púrpura, seus aromas estavam contidos no início, após algum tempo na taça revelaram-se frutas negras, especiarias e um toque mineral. Boca com acidez e álcool bem equilibrados, frutas negras, leve herbáceo e corpo médio.”

Não achei nenhuma tabela com as avaliações das safras de Fronsac, porem em St. Emilion e Pomerol, duas regiões próximas, 2004 leva uma ligeira vantagem e no caso do La Dauphine a diferença ficou evidente. 


Na taça o Chateau de La Dauphine 2004 tinha uma cor mais profunda e concentrada. O nariz, meio tímido no irmão mais velho, aqui deu um show: muito aromático desde o início, com toques de couro, caramelo, tostado e especiarias. Boca idem, um pouco mais encorpado, taninos redondos, complexo, com acidez e álcool perfeitos.

Como já disse no post anterior, ele custa por volta de $17 dólares no exterior, preço muito justo, ainda mais depois de provar esse 2004. Recomendo!

24 de nov. de 2011

CHATEAU DE LA DAUPHINE 2002

O Chateau de La Dauphine fica localizado na AOC Fronsac, a oeste de Saint Emilion. Pertence a Jean Halley, empresário francês que comprou a propriedade da família Moueix em 2001. Após a aquisição, os Halley (Jean e seu filho Guillaume) fizeram grandes investimentos na renovação das vinhas, do Castelo (transformado em um agradável espaço para receber os visitantes) e na construção de uma nova adega.

A propriedade se estende por 20 hectares de solo argilo-calcário, a idade média dos vinhedos é de 33 anos e a produção do La Dauphine (1º vinho) gira em torno de 80.000 garrafas por ano. 


O Vinho: O Chateau de La Dauphine é envelhecido em barris de carvalho por 12 meses, dos quais 1/3 são novos e leva em sua composição 80% Merlot e 20% Cabernet Franc. De cor rubi púrpura, seus aromas estavam contidos no início, após algum tempo na taça revelaram-se frutas negras, especiarias e um toque mineral. Boca com acidez e álcool bem equilibrados, frutas negras, leve herbáceo e corpo médio.

Bom vinho, de uma AOC não muito conhecida, e que tem um preço (cerca de $17 dólares lá fora) bem razoável.