GRANDES VINHOS: Chateau Léoville-Las Cases 1982 e La Rioja Alta Gran Reserva 890 1995

Primeira degustação do ano, com um magnífico painel: Chateau Léoville-Las Cases 1982, La Rioja Alta Gran Reserva 890 1995, Chateau Cos d'Estournel 2002, Pio Cesare Barbaresco 1992...

Mas de Cadenet Vin Cuit de Provence: UM VINHO COZIDO!

A vinícola Mas de Cadenet fica localizada na Provence, com suas vinhas em terrenos secos e pedregosos ao sul do maciço de Sainte-Victoire, região com grande amplitude térmica e bastante vento, que protege...

GRANDES VINHOS: Chateau Cos d'Estournel 2002 e Pio Cesare Barbaresco 1992

Dando continuidade ao post da semana passada, comento hoje sobre outros dois vinhos incríveis: Chateau Cos d'Estournel 2002 e Pio Cesare Barbaresco 1992...

ESVAZIANDO A ADEGA: CABERNET SAUVIGNONS 2002

Realizada no último sábado, dia 11 de fevereiro, no restaurante Extravirgem, a primeira degustação “Esvaziando a Adega” de 2012! Os vinhos foram generosamente cedidos...

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2003

Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas...

17/05/2012

Vinhos e Filmes Através dos Anos – De Hitchcock a Bottle Shock - 3


The Secret of Santa Vittoria (1969)



Título em Português: O Segredo de Santa Vitória
Direção: Stanley Kramer
Elenco: Anthony Quinn, Anna Magnani, Virna Lisi, Hardy Krüger, Sergio Franchi


Sinopse: No cenário do final da 2° Guerra Mundial, a cidade vive longe de qualquer envolvimento com a guerra. Depois da notícia que o exército fascista se rende e Mussolini cai, Bambolini (Anthony Quinn), o bêbado da cidade, mas boa pessoa, é nomeado prefeito após uma manifestação atrapalhada. Bambolini sobe numa caixa d’água e chora pela bandeira. Logo uma multidão cerca o local e grita o nome dele. Com apenas esse gesto a vida de Bambolini irá mudar para sempre. A partir desse momento a cidade vive uma corrida para tentar salvar o único bem produtor da cidade, o vinho, das mãos dos nazistas alemães.


Confiram a seguir um trecho do filme:



04/05/2012

BOURGOGNE WINE TOUR 2012


Considerada difícil, confusa e complicada, a Borgonha é na realidade uma magnífica composição de vinhedos, propriedades e diferentes técnicas e estilos de vinificação. No dia 17 de abril, tive a oportunidade de degustar vinhos formidáveis, de várias regiões e denominações diferentes, e a seguir destaco alguns que me impressionaram bastante.



Château Pouilly
 Vinhos frescos e minerais, sutil toque de madeira.



Domaine Louis Michel & Fils
Utilizam técnicas orgânicas e não passam por carvalho. Seus deliciosos Chablis são a pura expressão do terroir.



Château de Béru
Biodinâmico. Muito aromático e mineral.



Domaine Louis Moreau
 Potentes, untuosos e elegantes.



Domaine Taupenot-Merme
 Charmes Chambertin Grand Cru: Complexo, fresco, com aromas florais, de morangos, pétalas de rosas e cogumelos. Mineral e com deliciosa acidez, muito equilibrado e de longa persistência. Impecável!



Maison L.Tramier & Fils


Tintos e brancos excelentes, desde a linha mais básica, com um Bourgogne rouge muito bem feito, até os “1er Cru” e “Grand Cru”.




 















Domaine des Perdrix
 Dois vinhos incríveis!

28/04/2012

DEGUSTAÇÃO “ENCHENDO A ADEGA” 2ª PARTE


A seguir os demais vinhos que foram provados:


2º - Finca Urquiza Cabernet Sauvignon 2007 – Argentina – Imp.: Toque de Vinho:
Cor rubi púrpura. Aromas profundos, com notas de frutas negras, especiarias e leve tostado. Boca concentrada e elegante, taninos firmes, boa acidez e madeira bem integrada. Ótimo Cabernet Sauvignon Argentino!

3º - Altozano Tempranillo 2010 – Espanha – Imp.: Inovini:
Cor vermelho rubi. No nariz, aromas bem característicos da casta, com destaque para especiarias, frutas vermelhas e discreto herbáceo. Boca fresca, confirmando o nariz com uma nota de morango muito particular, boa acidez e taninos redondo.

4º - Clos de Pins 2009 – França – Imp.: Ravin:
Cor rubi violácea. Nariz intenso, com aromas de frutas vermelhas, cogumelos, especiarias e leve nota de caramelo. Boca elegante, taninos redondos e boa acidez.

5º - Casa Miriam Cabernet Sauvignon-Malbec 2009 – Argentina – Imp.: Ana Import:
Cor rubi púrpura. Aromas de frutas vermelhas e especiarias. Taninos presentes, boa acidez e regular complexidade.

6º - Chianti Classico Le Cinciole 2008 – Itália – Imp.: MS Import:
Vermelho rubi. Nariz com aromas florais, terrosos, de anis e leve herbáceo. Boca com taninos finos, boa acidez e madeira bem integrada.

7º - Dois Vales 2010 – Portugal – Imp.: Almeria:
Nariz com leve frutado e especiarias. Boca modesta, fruta discreta, acidez e taninos corretos.

8º - Estréia Vinho Verde Vinhão Grande Escolha 2011 – Portugal – Sem Importador:
Cor rubi púrpura bem concentrada. Aroma primário e intenso de fruta vermelha doce. Boca simples com leve efervescência.

16/04/2012

ENCHENDO A ADEGA 1ª PARTE: O Campeão - Angelo Corbo Cabernet Sauvignon-Syrah Reserva 2004


Promovida pelo confrade Jeriel no restaurante ExtraVirgem, a degustação intitulada “Enchendo a Adega” reuniu “às cegas” 8 vinhos de 6 paises diferentes, sendo: um Chileno, dois Argentinos, um Espanhol, um Frances, um Italiano e dois Portugueses.

O primeiro vinho a ser comentado é o campeão, unânime entre os presentes:

1º Lugar: Angelo Corbo Cabernet Sauvignon-Syrah Reserva 2004 – D.O. Valle del Maipo – Chile – Imp.: Wine Lovers.


Fundada por Angelo Corbo, um economista italiano, que para complementar sua produção caseira de tomates para seus molhos, resolveu se aprofundar na arte de fazer seus próprios vinhos. Autodidata, plantou na região de Alto Jahuel 7 hectares de Cabernet Sauvignon, 5 de Syrah, 1 de Sangiovese e ¼ de Merlot, que bastaram para que em 2001 ele produzisse 400 garrafas. Dois anos após a primeira colheita, Angelo já estava engarrafando 4000 garrafas e vendendo para amigos e restaurantes de Santiago, e aos poucos criando uma clientela fiel aos seus vinhos.

Infelizmente, creio que o projeto não exista mais. As escassas informações que consegui foram retiradas de um guia de vinhos Sul-Americanos do ano de 2005. Outro indício é o próprio site da vinícola, indicado no livro, que ao ser acessado apresenta mensagem de página não existente. Portanto, é de se imaginar que as poucas garrafas disponíveis no mercado foram as últimas produzidas pela vinícola.

O Vinho: Cor vermelho rubi concentrada com discreta evolução. Nariz fascinante, com aromas de frutas negras maduras, couro e delicada nota terrosa. Boca estruturada e complexa, acidez ainda presente e taninos macios em conjunto com uma madeira bem inserida. Arrebatou o primeiro lugar de todos os presentes e enganou a maioria deles (inclusive quem vos escreve), que “às cegas” acreditaram ser um vinho do Velho Mundo, quando na realidade se tratava de um Chileno de muita personalidade!

12/04/2012

Degustação de vinhos Portugueses: “Wine Day Qualimpor” 2ª Parte


Dando continuidade ao post anterior, comento hoje os destaques da Quinta dos Murças, Quinta do Crasto e os ótimos azeites.


Quinta dos Murças:



Quinta dos Murças Reserva: Nariz elegante e delicado, com aromas de frutas vermelhas e leve tostado. Boca equilibrada, boa acidez e taninos presentes, média/longa persistência.










Porto Tawny 10 anos: Complexo aroma de frutas secas, mel e leve baunilha. Intenso na boca, com boa persistência.











Quinta do Crasto:



Crasto Douro Branco: Bem aromático, notas florais e de frutas brancas. Fresco na boca, boa acidez e equilíbrio, e leve mineralidade.










Crasto Superior Tinto: Nariz vibrante, com notas de frutas maduras, baunilha e especiarias. Elegante na boca, com taninos macios, boa fruta e bem equilibrado.










Roquette & Cazes Tinto: Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Nariz complexo, com notas de frutas vermelhas maduras, especiarias, chocolate e leve balsâmico. Boca bem estruturada, taninos marcantes, encorpado, revelando frutas maduras e especiarias, terminando com formidável persistência. Vinho de guarda.








Xisto Roquette & Cazes Tinto: Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas. Aromas complexos de frutas negras, couro e especiarias. Na boca é magnífico, contando com ótima estrutura, taninos firmes, madeira muito bem integrada, e longa persistência. Sem dúvida um vinho com alto potencial de guarda!








Crasto Porto Vintage: Aromas intensos de frutas maduras e excelente frescor. Ótima estrutura, taninos presentes e longa persistência.










Os Azeites:

Gostei de todos, cada um com sua peculiaridade, porém alguns se destacaram:




 Azeite Esporão Seleção Virgem Extra: muito aromático, floral, e leve picante.











Azeite Crasto Premium Virgem Extra: frutado e picante, muito bom!









 Azeite Crasto Selection Virgem Extra: floral e frutado, mais delicado no paladar.

05/04/2012

Degustação de vinhos Portugueses: “Wine Day Qualimpor” 1ª Parte


Em evento promovido pela importadora Qualimpor, no dia 28 de março, foi oferecido aos presentes um formidável painel com vinhos e azeites das três propriedades representadas pela empresa: Herdade do Esporão, Quinta dos Murças e Quinta do Crasto.


 A seguir, alguns destaques da Herdade do Esporão que merecem ser provados:



Monte Velho Branco: Nariz jovem, com aromas cítricos e florais. Boca com ótima acidez, frutada e leve toque mineral.











Vinha da Defesa Branco: Intenso aroma de frutas tropicais. Boca elegante que confirma o nariz, acidez equilibrada e leve mineralidade, terminando com média/longa persistência.










Esporão Private Selection Branco: Corte de Semillon, Marsanne e Roussanne. Nariz elegante, com cativantes aromas florais e de frutas tropicais e uma madeira bem integrada. Na boca é complexo, tem boa acidez e revela longa persistência. Um vinho formidável, que ainda vai evoluir na garrafa!








Quatro Castas Tinto: Corte de Alicante Bouchet, Aragonês, Touriga Franca e Touriga Nacional. Nariz com aromas de frutas vermelhas, especiarias e leve tostado. Boca elegante, taninos presentes e ótima acidez.









Esporão Reserva Tinto: Corte de Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon. Aromas complexos de frutas vermelhas maduras, chocolate e couro. Encorpado, muita fruta concentrada, taninos firmes e média/longa persistência.









Esporão Garrafeira Tinto: Corte de Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah. Estágio de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses em garrafa. Nariz potente, com frutas negras maduras, notas balsâmicas e de especiarias. Boca complexa, encorpada, taninos presentes e extraordinária persistência. Excepcional tinto português!







Próximo post escrevo sobre os vinhos da Quinta dos Murças, Quinta do Crasto e os deliciosos azeites!

26/03/2012

Luigi Bosca Malbec D.O.C. 2003

A tradicional vinícola argentina Luigi Bosca, fundada em 1901 por Don Leoncio Arizu e hoje em dia comandada pela terceira e quarta geração da família, é uma das poucas propriedades que, no decorrer dos anos, permaneceu nas mãos da família fundadora.

Também foi umas das bodegas que participaram ativamente na fundação da primeira D.O.C. argentina em 1989, a Denominação de Origem de Luján de Cuyo, justamente a do Malbec descrito neste post. 


O Vinho: Cor vermelho rubi, viva, sem demonstrar cansaço. Nariz elegante, com frutas vermelhas maduras, sutil tabaco e madeira bem integrada. Boca bem equilibrada, taninos finos e média persistência. Bom vinho!

20/03/2012

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2003

A Quinta do Crasto:


Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas.

As primeiras referências conhecidas referindo a Quinta do Crasto datam de 1615, tendo sido posteriormente incluída na primeira Feitoria juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Um Marco Pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta. 

Logo no início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos Constantino. Em 1923, após a morte de Constantino de Almeida foi o seu filho Fernando de Almeida que se manteve á frente da gestão da Quinta dando continuidade a produção de Vinho do Porto da mais alta qualidade.

Em 1981, Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade e com a ajuda dos seus filhos Miguel e Tomás deram início ao processo de remodelação e ampliação das vinhas bem como ao projeto de produção de vinhos de mesa pelos quais a Quinta do Crasto é hoje amplamente conhecida.

Fonte: http://www.quintadocrasto.pt


O Vinho: Feito com uvas de Vinhas Velhas com uma média de idade de aproximadamente 70 anos e cerca de 30 castas diferentes.

Linda cor rubi púrpura. No nariz, incríveis aromas de frutas negras maduras, uva passa, café e chocolate. Boca bem estruturada, sedosa e com ótima acidez, confirmando deliciosa fruta madura e média/longa persistência, evocando a um Porto Vintage.

Fantástico, um dos melhores vinhos portugueses que provei recentemente! A safra 2009 está disponível na importadora Qualimpor.

02/03/2012

Vinhos e Filmes Através dos Anos – De Hitchcock a Bottle Shock - 2


This Earth is Mine (1959)


Título em Português: O Vale das Paixões
Direção: Henry King
Elenco: Rock Hudson, Jean Simmons, Claude Rains, Dorothy McGuire

Sinopse: Em 1931, Elizabeth Rambeau sai da Inglaterra e vai viver na Califórnia com sua tia e seu tio, originários de uma dinastia de produtores de vinho, que ainda são ricos, apesar dos 12 anos de lei seca. Objetivo: casar-se com o herdeiro de um vinhedo, para consolidar ainda mais as participações no Vale. Mas John Rambeau, primo ilegítimo de Elizabeth, tem outras idéias sobre com quem ela deveria se casar, e se opõe fortemente à recusa do patriarca Philippe de vender uvas para vinho para contrabandistas. As atividades de John trazem a violência para o vale, e uma verdadeira novela para a família Rambeau.

Fonte: http://memorialdafama.com


Confiram um pequeno trecho do filme:


01/03/2012

Alta Vista Atemporal Blend 2007

Produzido pela vinícola argentina Alta Vista, de uma reunião de 4 variedades: 43% Malbec, 36% Cabernet Sauvignon, 11% Syrah e 10% Petit Verdot, todas provenientes de Luján de Cuyo e do Valle do Uco, situados a 1000 metros acima do nível do mar. Passou 12 meses em carvalho francês.


O Vinho: Cor rubi púrpura. Nariz com aromas de frutas vermelhas, chocolate e baunilha. Boca com taninos macios, corpo médio e boa acidez.  

É um vinho bem feito, mas não empolgou. Muita extração e uma nota doce que não agradou. Não acho que mereça 90 pontos da WS.